16 junho 2016 - 22:47
Palavras sobre o Alcorão

O Alcorão é indubitavelmente a orientação dos tementes a Deus (2:1), depois dele não há outra Sagrada Escritura, é a mensagem final nas religiões monoteístas, que surgiram após o Profeta Abraão (a.s)

«Este é um Livro que te temos revelado para que retires os humanos das trevas (e os transportes) para a luz» (14:1)
   O Alcorão «é indubitavelmente a orientação dos tementes a Deus» (2:1), depois dele não há outra Sagrada Escritura, é a mensagem final nas religiões monoteístas, que surgiram após o Profeta Abraão (a.s), e é o Livro Sagrado do Islã.
  Deus o revelou - através do Anjo Gabriel - a Muhammad (s.a.a.s), o último dos Seus mensageiros e Profetas: «Certamente (este Alcorão), é uma revelação do Senhor do Universo. Com ele desceu o Espírito Fiel, para o teu coração, para que sejas um dos admoestadores» (26:192-194)
   Disse o Profeta Muhammad (s.a.a.s): «A supremacia do Alcorão sobre o resto das palavras, é como a supremacia de Deus sobre sua criação» (Al-Wasail Mustadrak, t. 4, p. 2137, hadith 4589) e é que nele se acham os princípios do Islã, que foi estabelecido por Deus como a religião para todos os povos até o fim dos tempos.
  Deus diz: «Temos-te revelado, pois, o Livro, que é uma explanação de tudo.» (16:89), portanto, é uma fonte de racionalidade, espiritualidade, moral e ética, devoção, disciplina, ciência. Fornece-nos conhecimentos religiosos e educacionais em áreas como o direito, a cultura, economia, política e questões sociais. Com a prática de seus ensinamentos podemos levar uma vida justa, em harmonia com o Criador, Suas criaturas e com nós mesmos, é um tudo aplicável intrínseca e extrinsecamente, em forma individual e social, porque é a guia «que encaminha à senda mais reta». (17:9)
   O Alcorão está protegido contra qualquer alteração: «Nós revelamos a Mensagem e somos o Seu Preservador» (15:9). Assim, a fonte primigénia do Islã é o único livro revelado que nunca tem tido alterado, não tem tido adições nem subtrações, contando ainda com o mesmo texto que foi revelado ao profeta Muhammad (s.a.a.s) faz quase 14 séculos, pois a sua compilação foi estrita e fielmente executada, o que nunca se fez com nenhum dos livros sagrados anteriores. É também um milagre divino e inimitável: «Mesmo que os humanos e os gênios se tivessem reunido para produzir coisa similar a este Alcorão, jamais teriam feito algo semelhante, ainda que se ajudassem mutuamente» (17:88)
  O idioma original do Alcorão é o árabe, e seu nome «Qur’an» significa «acessível para ser lido», referindo-se à Palavra Divina, que foi capturado em palavras e termos, de modo que sua leitura e compreensão sejam possíveis aos seres humanos. É dividido em 114 «suratas» ou capítulos, nos quais o número de versículos varia.
 
 Todas as suratas, com exceção de «At-Tauba» (O Arrependimento), começam com a frase: «Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso»
   A revelação veio gradualmente, durante 23 anos; num primeiro momento, incentivados pelo Profeta Muhammad (s.a.a.s), os fiéis memorizavam o texto do Alcorão. No entanto, foi necessário não confiar inteiramente na capacidade de memorização das pessoas, então o Mensageiro de Deus (s.a.a.s) selecionou um pequeno grupo de escreventes para a anotação precisa dos versículos. Um dos primeiros escribas da revelação foi Ali (a.s), o primeiro Imam, escolhido por Deus e o Profeta Muhammad (s.a.a.s), como seu executor e sucessor.
Elementos como madeira, ramos de palmeiras, papel, folhas de árvores, pedras, tecidos, couro e ossos, foram usados ​​para gravar os versículos na ordem em que eram reveladas e, em alguns casos, por indicação do Profeta (s.a.a.s) ou o Anjo Gabriel (a.s) eram intercaladas em outras suratas.
   Nos últimos dias de sua vida, o Mensageiro de Deus (s.a.a.s) designou Ali (a.s) para coletar o Alcorão, por isso foi depois de sua morte, o Imam (a.s) ficou em casa um pouco menos de seis meses e reuniu as Escrituras Sagradas em um exemplar (em árabe, mushaf), que permaneceu nas mãos dos Imames (a.s) como um legado de um para outro.
   O Alcorão Sagrado não é um livro histórico, o seu efeito é permanente, e é que os seus princípios prevalecerão até o Dia do Juízo. Esta Revelação Celestial está repleta de luz e verdade, é uma misericórdia do único Deus com o Seu povo escolhido, ou seja, toda a humanidade.